A internacionalização das PME: o retrato de Portugal (e da Ship4you).

Em 2017, 57% das empresas nacionais aumentaram o seu volume de negócios fora de Portugal e 63% prevê continuar a crescer este ano.

Esta é a conclusão do Observatório InSight: um inquérito realizado pela Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa em parceria com a E-Monitor, onde a Ship4You participou, e que surgiu da necessidade de analisar o crescimento e a capacidade de internacionalização das empresas portuguesas. Crescimento esse que, segundo o inquérito, advém do investimento que as mesmas começaram a fazer nos processos de internacionalização conquistando novos mercados e, consequentemente, um maior volume de negócios.

Verifica-se que os gestores se têm esforçado por criar condições para suportar esse incremento, por exemplo, através de uma maior aposta na qualificação dos recursos humanos afetos à atividade internacional (45% dos inquiridos), do alargamento das equipas (39%), da otimização dos processos produtivos de forma a manter a competitividade de produtos e serviços (43%) e do aumento das capacidades produtivas instaladas (34%).

Questionada, no âmbito desse inquérito, acerca dos seus negócios internacionais, a CEO da Ship4you, Cristina Coelho, defende que “sem estarmos em constante desenvolvimento não conseguimos progredir. Trabalhar sempre com uma equipa coesa e bem treinada é também essencial. Por isso, os nossos Recursos Humanos fazem sempre parte da nossa estratégia de futuro, sobretudo, no que diz respeito à formação e às línguas estrangeiras”.


“Sem estarmos em constante desenvolvimento não conseguimos progredir. Trabalhar sempre com uma equipa coesa e bem treinada é também essencial” – Cristina Coelho, CEO da Ship4you


Sendo que 95% da faturação da empresa tem origem em atividades realizadas no exterior, Cristina Coelho não tem dúvidas que sem a componente internacional a empresa não poderia sobreviver.

Tal como a Ship4You, muitas outras empresas portuguesas procuram estratégias para promover os seus negócios no exterior e uma das mais utilizadas para promoção comercial, angariação de clientes e prospeção de mercado é a participação em feiras internacionais através de câmaras do comércio ou de feiras da especialidade.

"Para nós o mercado é o mundo inteiro e a única constante nesta equação é a sua mutabilidade", afirma Fernando Costa, Business Development Manager da Weedswest, empresa que opera nas áreas da construção, pavimentação rodoviária, metalomecânica, petróleo e gás.

Uma das principais missões da Câmara de Comércio é apoiar a internacionalização das empresas portuguesas na vertente de exportações, mas também a captação de investimento estrangeiro em Portugal.

Num mundo cada vez mais digital, onde as barreiras se esbatem e as pessoas se aproximam, também os negócios e os mercados conseguem ultrapassar obstáculos. 54% dos gestores inquiridos considera “muito importante” a “facilidade de identificar e comunicar com novos clientes através da internet e de plataformas digitais” e 53% afirmou ser também fundamental a “facilidade em consultar informação sobre mercados na Internet”. Para 83% dos gestores o mundo digital garante eficiência e rapidez, onde os requisitos mínimos de contextos comerciais são cada vez mais agressivos.

Através do Observatório InSight ficamos ainda a perceber que “67% dos inquiridos escolhe a moeda de faturação para anular riscos cambiais; 59% garantem o recebimento antecipado/pagamento no ato de encomenda para salvaguardar riscos de cobrança”, ou seja, estamos perante uma amplificação da atividade comercial onde os riscos financeiros são relativamente reduzidos.

Estas conclusões foram retiradas de um artigo do Imagens de Marca que pode ler no seu todo aqui.