Vírus WannaCry aproximou os players europeus de cibersegurança.

Provavelmente o único fator positivo que este vírus impulsionou.

Houve apenas uma coisa boa a retirar do vírus WannaCry que fez parar milhares de empresas em todo o mundo: o facto de impulsionar a cooperação europeia em cibersegurança entre as várias agências europeias.

Aquando da conferência C-Days, promovida todos os anos pelo Centro Nacional de Cibersegurança Portugal, o vice-presidente do Conselho de Administração da European Network and Information Security Agency (ENISA) – Krzysztof Silicki – revelou que o WannaCry trouxe uma oportunidade de ver em ação a equipa europeia de resposta a incidentes de segurança informática, suportada pela ENISA.

As várias agências nacionais fizeram o seu trabalho localmente partilhando depois informação e relatórios com a rede, o que resultou na criação de um relatório integrado que permitiu a visualização de um panorama geral à escala europeia.

A ENISA tem como principal função facilitar o trabalho conjunto entre as várias agências e centros de cibersegurança nacionais e, neste caso concreto, reuniu e analisou todas as informações disponibilizadas, sem esquecer igualmente as publicações na imprensa.

Para Krzysztof Silicki, a existência desta entreajuda é fundamental para compreender o que aconteceu e o que fazer para resolver a situação em plena crise.